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1 Série Shin Megami Tensei em 21/12/2013, 20:31



Estou passando um tópico que eu fiz no antigo fórum para cá antes que a moderação destrua o Museu como fez em outras seções. O tópico ainda está em construção.



Olá amigos do Museu. Hoje venho homenagear uma das minhas séries de games favoritas, Shin Megami Tensei. É uma série que tem MUITOS jogos então é fácil ficar perdido. Esse tópico vai servir para comentar os elementos mais recorrentes da série e apresentá-la para quem não conhece muito.

A Origem



Um fato pouco conhecido é que a série é baseada em uma trilogia de livros. A trilogia Digital Devil Story, escrita por Aya Nishitani foi uma série de livros lançada no final dos anos 80 no Japão. A série é composta pelos seguintes livros: Digital Devil Story: Megami Tensei (Reicarnação da Deusa), Digital Devil Story 2: Mazu no Senshi (Guerreiro da Cidade dos Demônios) e Digital Devil Story 3: Tensei no Shuen (Morte da Reencarnação). A série conta a história de Akemi Nakajima, que consegue acesso ao mundo dos demônios através dos computadores. Ao invocar o demônio Loki para o mundo real, as coisas saem de controle a cabe a ele consertar a situação. Os dois primeiros livros da trilogia foram traduzidos para o inglês e podem ser encontrados aqui. Os direitos dos livros foram comprados pela Namcot (a atual Namco), que entregou para a Atlus o projeto de uma adaptação da série para os games. E assim foi lançado Digital Devil Story: Megami Tensei para o Famicom.



O título Megami Tensei se deve ao fato de que a protagonista feminina do primeiro livro é a reencarnação da deusa Izanami. No resto da série o título não carrega um objetivo tão claro, mas virou tradição a série ter protagonistas femininas fortes. Ao chegar no Super Famicom a série adicionou Shin ao nome, o que permaneceu um padrão pelo resto da série. Apesar de Shin mudar o nome da série para Reencarnação da Verdadeira Deusa, não carrega muito significado na história em si, vale lembrar que Shin era uma palavra usada nos games para representar uma "evolução", semelhante a como vários jogos do SNES colocavam Super no título para representar o avanço.


Características da Série



Jogos da série Shin Megami Tensei usam navegação de dungeons em primeira pessoa. O sistema de batalha se mantém o mesmo durante toda a série, com poucas mudanças. São batalhas por turnos como em RPGs tradicionais e os personagens usam magias, ganham níveis e etc. O que diferencia SMT do resto é o sistema de recrutamento de demônios. Você pode conversar com demônios e dependendo de suas respostas ele pode se juntar à sua party. A energia que move os demônios se chama Magnetite, e você adquire essa energia vencendo batalhas, para invocar um demônio durante a batalha você precisa gastar Magnetite, portanto as summons devem ser usadas com cuidado. Ao contrário dos humanos, demônios não ganham níveis, mas você pode fundir dois demônios em um lugar específico de cada jogo chamado Jakyou para criar um demônio ainda mais forte. O uso de demônios é algo importantíssimo para progredir no jogo, e praticamente todos os demônios de cada jogo podem ser recrutados.


Um exemplo de Jakyou


Outro ponto recorrente da série que foi introduzido em Shin Megami Tensei são as facções. No universo existem três caminhos que o protagonista pode seguir: Caos, Lei e Neutro. Caos defende a liberdade individual e ausência de regras, porém leva o mundo a completa anarquia e sobrevivência do mais forte, e costuma ser relacionado à Lúcifer. Lei prega uma série de regras que devem ser seguidas a risca por todos, mas é encarada por muitos como uma ditadura, e costuma ser associada à Deus. Neutro defende que a raça humana deve ser auto-suficiente e não deve receber influências sobrenaturais da Lei e do Caos. O caminho Neutro parece ser o mais lógico a se seguir, mas em alguns casos pode levar a consequências catastróficas.

As três facções do universo SMT


Nos jogos dependendo de suas ações você pode seguir por qualquer um desses caminhos, e cada um leva a um final diferente, o que aumenta o valor replay.


Os designs dos personagens e demônios da série são feitos em sua maioria por Kazuma Kaneko. Os personagens de SMT costumam ter designs mais pé no chão do que outros JRPGs, sem roupas e penteados muito extravagantes. Já os demônios recebem muitas influências de religiões e mitos nos designs.




Como a maioria dos jogos de passa nos tempos modernos, a trilha sonora da série é composta em sua maioria por músicas de Rock/ Dance Techno. Muitos compositores diferentes trabalharam ao longo da franquia, mas todos os jogos mantém um padrão de estilo e qualidade.


Apesar de alcançar sucesso no Japão, demorou muito para os jogos da série principal saírem do Japão. Alguns spin offs e os primeiros jogos da série Persona chegaram no Ocidente sobre o título Revelations, até que finalmente a Atlus decidiu usar o título Shin Megami Tensei com o lançamento de Nocturne para o PS2. A partir de então praticamente todos os jogos da série foram localizados. Um dos motivos dessa demora para sair do Japão pode ser pelo alto teor de referências religiosas e outros temas polêmicos dos jogos.

Jack Frost, o mascote da franquia


Existem vários spin offs da série SMT, como Persona, Devil Survivor, Devil Summoner e outros. Esses jogos compartilham vários elementos da série principal, o mais recorrente sendo os demônios, porém esses spin offs se passam e outras realidades e possuem outros elementos de gameplay que não encontramos na série principal.

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Essa foi a primeira parte com a introdução da série. Nos próximos posts vamos dar uma passada rápida por cada jogo.

Digital Devil Story: Megami Tensei



Arrow 1987
Arrow Famicom/ PC88/ MSX

Como foi mencionado anteriormente o primeiro jogo é baseado nos primeiros dois livros. Você acompanha Nakajima e sua amiga Yumiko na tentativa de derrotar os demônios que escaparam para o mundo real por culpa do próprio Nakajima. Desde o primeiro jogo já vemos as mecânicas mais marcantes da série, exploração de dungeons em primeira pessoa e o sistema de recrutamento de monstros (incrivelmente bem feito para um jogo de Famicom). Com exceção da premissa e o final, não há muito desenvolvimento de história, só um dungeon atrás do outro. Como a maioria dos RPGs da época, é muito difícil, pouco balanceado e tem muitas random battles. Não dá para salvar o jogo, existe um sistema de passwords para manter o progresso.

O jogo foi lançado primeiro para Famicom e depois para PC88 e MSX, mas essas versões são bem diferentes da original e não foram feitas pela Atlus.


Digital Devil Story: Megami Tensei II



Arrow 1990
Arrow  Famicom

O segundo jogo não se baseia mais nos livros, e vem com uma história completamente diferente, mas mantendo os mesmos elementos do universo/ gameplay. No ano 199X, uma guerra nuclear destruiu o mundo como conhecemos, e o jogo se passa num futuro pós-apocalíptico onde um grupo de jovens que vivem num abrigo subterrâneo conseguem a habilidade de controlar demônios. A partir de então você viaja pelo mundo recrutando novos membros para sua party e tentando salvar o que resta da humanidade. A navegação pelos dungeons é em primeira pessoa mais uma vez, porém quando os personagens estão no mapa a perspectiva é a mesma da série Final Fantasy e Dragon Quest, com visão de cima. Megami Tensei II é o primeiro jogo da série a ter múltiplos finais, agora você pode salvar o jogo e o cartucho vinha com um chip adicional que melhorava a qualidade do som, o que resultou em uma das melhores trilhas sonoras do Famicom.


Kyuuyaku Megami Tensei



Arrow 1994
Arrow Super Famicom

Na carona do sucesso de Shin Megami Tensei no Super Famicom (daqui a pouco comentarei desse), a Atlus decidiu lançar um remake dos dois primeiros jogos para o SFC. Kyuuyaku Megami Tensei (ou Megami Tensei: O Velho Testamento), trouxe gráficos e músicas completamente refeitos para o console 16 Bits e adicionou um sistema de saves para o primeiro jogo. Os gráficos dessa nova versão dão um tom de ambientação bem melhor, embora não sejam maravilhosos, aliás a série SMT não costuma ser famosa por ótimos gráficos. Essa com certeza é a melhor versão possível de ambos os jogos.


Shin Megami Tensei



Arrow 1992
Arrow Super Famicom/ PC Engine Super CD / Mega CD / Playstation / Gameboy Advance

Originalmente lançado para Super Famicom, Shin Megami Tensei se passa em Tokyo no ano 199X. Um cientista estava fazendo experimentos de teletransporte e acidentalmente abriu um portal para o mundo dos demônios, que tomaram conta de Tokyo. Demônios começam a matar várias pessoas no bairro do protagonista, e alguns grupos políticos estão tentando dar um golpe de estado usando demônios como força militar. Os Estados Unidos com medo da situação lançam bombas nucleares em Tokyo antes que a situação piore. Com a cidade em ruínas, cabe ao protagonista decidir de que modo a cidade pós- apocalíptica vai ser reconstruída, se vai se juntar aos Anjos para criar um mundo de ordem ou se juntar aos demônios para criar anarquia total. Ou até mesmo seguir seu próprio caminho e destruir todos que se oporem.

Quanto ao gameplay, é o padrão. Dessa vez está ainda mais difícil, os demônios abusam de golpes de status e se você não estiver preparado, sua party é aniquilada em questão de poucos turnos, além disso, os save points são poucos e demoram a aparecer. As dungeons são muito repetitivas visualmente, mas a trilha sonora espetacular mantém um clima tenso e a história é envolvente.

O jogo foi portado para o Super CD (praticamente sem mudanças, Mega CD (muitas melhorias gráficas, mas som ruim), PS1 e GBA (ambas versões possuem melhoras gráficas e interface diferente, mas também pecam no som comparadas a do Super Famicom). Qualquer versão vale a pena e esse é um verdadeiro clássico dos 16 Bits.

Versão de Super Famicom



Versões de PS1 e GBA, respectivamente

Shin Megami Tensei If...



Arrow 1994
Arrow Super Famicom/ Playstation

Shin Megami Tensei If... não é um sequência, e sim um "e se", no caso o que aconteceria se Tokyo não tivesse sido destruída no primeiro Shin Megami Tensei. SMT If.. começa no colégio Karukozaka, que misteriosamente é transportado para o Makai (mundo dos demônios), e para tornar as coisas mais estranhas uma aluna chamada Hazana, que havia desaparecido recentemente, aparece e se proclama a rainha do Makai. Cabe ao protagonista e seus companheiros explorar o Makai e descobrir o que está acontecendo e como voltar ao mundo humano. A maior mudança no gameplay é que o final do jogo não é mais decidido pela facção que você quer seguir. No começo do jogo você pode se unir a um dos quatro alunos possíveis, e cada um deles leva a finais diferentes do jogo. Outra nova adição são os guardian spirits. Quando um personagem da sua party morre, ele ganha um guardian spirit que muda o modo como o personagem evolui, podendo evoluir mais rapidamente em certos atributos. O tema escolar e um guardião para o personagem podem ter sido inspirações para a série Persona.

O jogo é mais curto que os outros da série, a maioria das músicas são recicladas de SMT 1 e 2, o que faz SMT If... parecer mais uma expansão do que um jogo novo. Porém, é o primeiro jogo a explorar com mais ênfase o Makai. Assim como os outros jogos de SNES, foi portado para o PS1 com melhorias gráficas.



Shin Megami Tensei II



Arrow 1994
Arrow Super Famicom/ Playstation/ Game Boy Advance

SMT 2 é sequência direta do primeiro e usa o final Neutro como canon. O protagonista do primeiro jogo reconstruiu Tokyo (agora chamada Tokyo Millennium), e tornou a cidade um lugar onde as pessoas são livres para ter as crenças que quiserem. Mas nem tudo saiu tão bem quanto em teoria. Os Mesians (que pregam a Lei) estão em constante disputa de ideais com os Gaians (que pregam o Caos) e Tokyo Millennium vive em grande desigualdade social, com a alta classe residindo no Centro e a maioria do povo vivendo nas favelas de Vahalla.

O protagonista do jogo se chama Hawk, um jovem das favelas que é treinado por um lutador aposentado. Um dia Hawk recebe um chamado do Centro, dizendo que ele é o escolhido para salvar o mundo e levar todos ao paraíso, mas nem tudo é o que parece. Mais uma vez você tem a escolha de seguir os Mesians ou apoiar os Gaians ou ir contra ambos. A história de SMT II é mais complexa que a do primeiro, com um grupo maior de personagens que são mais desenvolvidos.

O sistema de batalha ganhou uma interface mais organizada, e dessa vez você pode enfrentar dois tipos diferentes de demônios de cada vez, ao contrário dos primeiros jogos. A dificuldade é mais balanceada, e uma barra colorida foi adicionada, e serve para o jogador saber quais as chances de ser atacado por monstros, algo que foi implementado em vários jogos da série no futuro. Os gráficos são mais detalhados que o anterior, mas ainda abaixo da média dos RPGs contemporâneos. A música como sempre é incrível.

Assim como o primeiro SMT, o jogo foi relançado para PS1 e GBA, com melhorias gráficas e até pequenas adições à história, mas não cheguei a jogar essas versões.

Versão de Super Famicom

Versões de PS1 e GBA


Shin Megami Tensei III: Nocturne/ Lucifer's Call


Arrow 2003
Arrow Playstation 2

Quase uma década depois, SMT III foi anunciado para PS2. Inclusive, o motivo principal pelo qual a Atlus lançou SMT 1, 2 e If... para o PS1 foi para comemorar o anúncio do terceiro jogo. A história de Nocturne é semelhante à do primeiro. O Conception aconteceu (um apocalipse onde o mundo é preparado para "renascer"), e o protagonista foi um dos sobreviventes, renascido como demônio. Ao explorar uma Tokyo em ruínas (mais uma vez) você descobre que é o demônio escolhido para guiar o novo mundo.

Dessa vez, você não está mais dividido entre Lei e Caos. Em Nocturne, você tem a escolha de seguir as doutrinas (ou reasons, termo do jogo) de outros personagens, ou se recusar a seguir alguma. A dificuldade old school dos antigos está de volta, mas agora a exploração de dungeons e câmera de batalha são em terceira pessoa. As dungeons são enormes e com poucos save points, típico SMT.

O sistema de batalha ganhou algumas mudanças também. Agora tem o sistema Press Turn, que funciona da seguinte maneira: se você atinge um inimigo com um ataque de elemento ao qual ele é fraco, você ganha um turno, se for um ataque de um elemento que ele resiste, você perde um turno. E o mesmo se aplica à sua party, então as resistências/ vantagens de elementos são ainda mais importantes em Nocturne. Demônios agora ganham experiência, mas numa velocidade muito menor do que os humanos, então fusão de demônios ainda é imprescindível.

Os gráficos do jogo são muito bons, dessa vez finalmente você tem uma ambientação que condiz com o que a série quer passar. E a música nesse jogo começa a puxar bem forte pro Rock, e é incrível. Uma versão update do jogo foi lançada chamada Nocturne Maniacs, que adiciona vários chefes, dungeons, um final extra, e  Dante da série DMC. Ele aparece durante a história tentando caçar o principal e pode se juntar a você durante o jogo. Porque esse crossover existe eu não sei. Essa foi a versão que a Atlus trouxe para o Ocidente, aliás o primeiro jogo da série principal a ser localizado.

Existe uma terceira versão do jogo lançada somente no Japão, que substitui Dante por Raidou, protagonista da série Devil Summoner (falaremos dela daqui a pouco).

SMT Nocturne é o meu favorito da franquia principal, e na minha opinião é o melhor game para alguém entrar na série, pois ao mesmo tempo que possui as características principais da franquia SMT, é o mais moderno de todos em termos de gameplay, gráficos e música. Então que jogou RPGs na geração "128" Bits não vai sentir muito a transição.


Shin Megami Tensei: Strange Journey



Arrow 2009
Arrow Nintendo DS

Strange Journey descarta os avanços de jogabilidade de Nocturne e volta ao estilo em primeira pessoa e sistema de batalha dos jogos anteriores. O jogo se passa num "futuro quase apocalíptico", onde a humanidade está levando o planeta ao fim. A poluição está aumentando rapidamente, guerras estão acontecendo e um grande vórtice aparece no polo sul, que é chamado por cientistas de Schwarzvelt. O vórtice cresce a cada dia e preocupa, por isso um grupo de militares e cientistas é envidado para tentar parar o evento antes que engula o planeta inteiro. Ao entrar no Schwarzvelt, o grupo descobre que é um lugar habitado por muitos demônios, e o pior, não há como voltar para a Terra.

A engine do jogo é bem parecida com a série Etrian Odyssey, na tela de cima do DS você navega pela dungeon, e nada de baixo vai aparecendo o mapa a partir do seu progresso. As dungeons são bem detalhadas e têm temas criativos, algumas das minhas favoritas da série até então. E dessa vez além das batalhas serem difíceis, as dungeons são brutais com várias armadilhas.

O sistema de recrutamento está presente como de costume, e as facções clássicas retornam. Você começa obviamente como Neutro, mas durante o navegar das dungeons, questionamentos sobre a raça humana vão aparecendo, e você pode escolher outros caminhos, dessa vez as diferentes facções não só definem os diferentes finais, mas os diferentes chefes finais.

Aquelas máscaras dos protagonistas e as armaduras podem ser upadas. Vários updates melhoram não só o poder de batalha, mas o desempenho nos dungeons, podendo prever armadilhas, achar salas secretas e etc. O sistema Press Turn de Nocturne não está mais presente, mas agora se um personagem de uma facção der um golpe super efetivo no adversário, os outros personagens da sua party que seguem a mesma facção vão dar um golpe físico logo depois. A música em Strange Journey sai um pouco do padrão da série e troca o Rock por trilhas mais sinfônicas, o que não é necessariamente ruim (dão bem o tom do jogo), mas pessoalmente eu prefiro a trilha de outros jogos.

Uma curiosidade é que os produtores admitiram que o jogo deveria ser chamado SMT IV, mas não acharam certo lançar uma sequência da série só para portáteis. Pelo visto depois de alguns anos essa opinião mudou, como veremos no próximo jogo.


Shin Megami Tensei IV



Arrow 2013
Arrow Nintendo 3DS

Em Strange Journey eu comentei que aquele deveria ser chamado SMT IV, mas por um lado eu fico feliz que os produtores tenham mudado de ideia em relação ao nome. Não que SJ seja um jogo ruim (na verdade é muito bom), mas não parece ser uma evolução da série SMT. Já no caso desse jogaço que foi lançado esse ano, SMT IV é um verdadeiro sucessor da série, e se tornou rapidamente um dos meus preferidos.

Você acompanha a história de Flynn e um grupo de samurais de East Mikado. East Mikado é um país medieval com muitos problemas sociais entre os Luxoros e os Casualries. Tudo muda quando um misterioso samurai negro aparece em East Mikado causando caos e o aparecimento de demônios, Flynn e seu grupo de amigos seguem o samurai e após uma série de acontecimentos Walter e Jonathan, dois amigos de Flynn, entram em facções conflitantes e cabe a Flynn escolher a quem se aliar ou decidir ir contra ambos. A história é boa, não chega a ser espetacular, os personagens em geral não possuem profundidade nenhuma na minha opinião.

SMT IV traz de volta o sistema Press Turn, e a perspectiva em terceira pessoa de Nocturne. O sistema de fusão de monstros foi melhorado significativamente, agora o jogo te dá sugestões de fusões (muito úteis aliás), e você pode procurar fusões a partir do demônio que você quer usar ou da skill que você quer passar. É um grande avanço e torna o processo de fusão bem menos frustrante do que em outros jogos, onde você dependia de tentativa e erro.

As dungeons são interessantes, e o sistema de mapeamento de Strange Journey está de volta. O jogo continua tão difícil quanto os antecessores, se bobear ainda mais difícil, se prepare para dungeons brutais. Porém as melhorias no sistema de fusão te permitem encontrar party members melhores e diminui o tempo perdido procurando uma party mais equilibrada. Novidade em SMT IV é o sistema de Apps, a cada level ganho você adquire App Points, que pode trocar por diferentes Apps. Cada um traz vantagens diferentes, como aumento de ganho de experiência, auto regeneração de HP e vários outros usos muito úteis.

A trilha sonora do jogo é boa, algumas músicas das partes mais medievais não me agradaram muito, mas os temas de batalha do jogo são muito bons, e as músicas da reta final do jogo conseguem dar uma ótima ambientação ao jogo.

SMT IV é um RPG no melhor estilo clássico, mas ao mesmo tempo mostra avanços na jogabilidade e é um dos jogos mais bem feitos da franquia, vale a pena para qualquer fã de SMT, RPGs em geral ou qualquer um que procura um bom desafio.  

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2 Re: Série Shin Megami Tensei em 21/12/2013, 20:44



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